Os artistas-xérox

Imagem: reprodução do site Mercado Livre

 
Por Raulino Júnior ||Desde Já: as crônicas do Desde||  

"Gente, é a cara de Beltrano", "Oxente! O mesmo trejeito de Fulano", "Ele fala igual a Sicrano". Quantas vezes você já se pegou pensando isso sobre alguém que você vê na mídia? Quantos "artistas-xérox" você identifica por aí? Tem artista que faz história, tem artista que é uma paródia medíocre.

Ontem, assistindo a um programa de TV, me deparei com um artista novo (de carreira e de idade!) e pensei que ele já fosse velho. O cara evocava tanto um outro artista do mesmo segmento dele (no caso, sertanejo atual), que ficou impossível não associar a cópia ao original. Vixe! 

O Brasil entrou numa era de "artistas-xérox" que meu Deus do céu! Quanta pequenez! Ter uma expressão artística, que é uma cópia de alguém que você admira, é se diminuir demais! Referência é sempre bem-vinda; imitação, não. Eu sempre sinto pena de artistas que ficam na segunda, porque eles abdicam da essência da arte, que é criar.

De tempos em tempos, a gente vê novos "artistas-xérox" surgirem. Virou tendência. Na música, sempre fica mais evidente. Fácil, fácil de perceber. O "lobby" dos empresários pode justificar tal presença, que é ausente o tempo todo. É triste. Eu, de fato, sinto pena. Não tenho outro sentimento. Walter Benjamim não estava brincando quando falou sobre a obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. A reprodução é em série. É sério!

Sigamos. 

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É Desde! É Dez! É DEZde!

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