39 anos sem Elis e com Elis

 Em 19 de janeiro de 1982, parentes, amigos, fãs e admiradores ficaram menos felizes por causa da partida precoce daquela que é considerada "a maior cantora do Brasil"

Furacão Elis: biografia narra a história da cantora que marcou a Música Popular Brasileira. Imagem: captura de tela

Por Raulino Júnior ||RauLendo: leituras em pauta|| 

"O novo sempre vem" e Elis Regina é sempre uma novidade. A cantora, que saiu de Porto Alegre para ganhar todo o Brasil, surpreende a cada imersão feita na sua obra ou em produtos dos quais é protagonista. Em entrevistas e apresentações para a TV, documentários, livros: tem sempre uma nova Elis, com a sua presença marcante e altiva. E sendo sempre ela, oito ou oitenta. Assim acontece quando a gente se depara com a leitura dos primeiros capítulos da biografia Furacão Elis, escrita por Regina Echeverria e que foi originalmente publicada em 1985 (três anos após o mestre dá a partida para a Pimentinha, que tinha 36 quando foi cantar em outros planos).

Regina fez mais de 100 entrevistas para contar a história de Elis Regina Carvalho Costa, filha de Ercy Carvalho e Romeu Costa. O livro-reportagem tem linguagem simples, convidativa e muitos detalhes (fala de um aborto que Elis fez, quando ficou grávida de Solano Ribeiro), o que mostra muito bem por que Regina é referência no que faz, uma vez que é uma das biógrafas mais renomadas do país. A obra pega a gente logo no início. Já na apresentação, inclusive. Os capítulos esmiúçam a vida de Elis, mostrando como a sua personalidade forte já era presente desde a tenra idade, como ela se tornou um sucesso em Porto Alegre e a gravação do seu primeiro LP, Viva a Brotolândia, aos quinze anos. Pouco tempo depois, já sustentava a família com seus ganhos.

Nas entrevistas que dá, João Marcello Bôscoli, primogênito de Elis, diz que o seu maior medo era de a mãe ser esquecida. Porém, diante das homenagens que são feitas ano após ano, ele próprio constatou que isso é impossível. Elis vive porque Elis é sempre. Para contribuir com isso, em breve, vai ter resenha do livro de Echeverria por aqui, na seção Desde Então. "O novo sempre vem" e "antiguidade é posto".

Referência:

ECHEVERRIA, Regina. Furacão Elis. São Paulo: Editora Globo, 1994.

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É Desde! É Dez! É DEZde!

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