"Gente é pra brilhar!": série de perfis abre pré-comemoração pelos dez anos do Desde

Série integra projeto #Esquenta10AnosDoDesde

O aniversário de dez anos do Desde é só em janeiro de 2021, no dia 1º, mas a nossa sede de produzir conteúdos jornalísticos é tão grande que vamos fazer uma pré-comemoração para antecipar o grande feito de estarmos há uma década, ininterruptamente, no ar. Tudo foi pensado no primeiro semestre deste ano e faz parte do projeto #Esquenta10AnosDoDesde. Depois de muitas leituras, pesquisas e imersão no universo do jornalismo cultural, chegou a hora de implementar. 

A primeira das ações da nossa pré-comemoração é a série de perfis intitulada Gente é pra brilhar!. Pegamos emprestado um dos versos mais famosos de Caetano Veloso para contar histórias de pessoas que brilham pelo Brasil afora. Queremos investigar se "cada estrela se espanta à própria explosão".

Card publicado nas redes sociais digitais, em 15 de julho, dando pistas da série pré-comemorativa

Em 2014, para comemorar os nossos três anos, fizemos a série Perfis do Desde. Naquela ocasião, contamos histórias de pessoas próximas, que conhecíamos ou que tínhamos algum contato. Dessa vez, o desafio vai ser ainda maior: vamos contar histórias de pessoas que conhecemos pela internet, nas interações através das redes sociais digitais. Como criar o perfil de alguém que você não conhece tanto nem tem ideia de como a pessoa é? Esse vai ser o grande e saboroso desafio. Jornalismo é percepção, é observação, é atenção. A nossa jornada vai começar no próximo domingo, 30 de agosto. O convite está feito e a "gente quer luzir"!

Desde que eu me entendo por GENTE

Capa do disco Bicho, lançado em 1977. 

A canção Gente, da qual tiramos o verso que dá nome à nossa série pré-comemorativa, é a terceira faixa do disco Bicho, que foi lançado pelo "bruxo de Santo Amaro" em 1977. O álbum tem outras músicas marcantes da carreira de Caê, como Odara, Um Índio, Tigresa e O Leãozinho. Na página 41 do livro Sobre as Letras (Companhia das Letras, 2003), organizado por Eucanaã Ferraz, Caetano fala sobre Gente:

É uma letra ingênua. Quando eu estava fazendo, achava uma loucura aquela música, que parecia coisa da Broadway, de musical de segunda. No show Transversal do tempo, Elis Regina cantava "Gente" como se estivesse debochando da canção, com o arranjo servindo ao deboche, e aparecia "Beba Gente" escrito atrás, como se fosse Coca-Cola. E ela fazia tudo como se fosse um show de travesti, como se fosse uma bicha. Depois, inclusive, ela pegou aquele hábito de fazer show feito bicha. Em Trem azul, o último show dela, ela apresentava os músicos assim: "Os meus bofes, esse aqui...". Parecia um espetáculo da Rogéria, era muito bom. A Elis ficou muito melhor no final. Foi melhorando, melhorando, melhorando. Ela era boa musicalmente.

Um pouco antes de morrer, ela me escreveu uma carta dizendo que aquilo que ela tinha feito com a minha música em Transversal do tempo tinha sido ideia dos diretores do show, que ela não queria, que, por ela, não faria aquilo, e me pediu desculpas.

"Gente: espelho da vida, doce mistério", não é mesmo? A seguir, ouça Gente.


No vídeo abaixo, veja a declamação do poema Gente.

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